Histórico Asininos

A necessidade de se ter um animal marchador, dócil e resistente ao trabalho rural, fez com que se iniciasse em 1975 a criação de Muares e Jumentos Pêga.

 

Nesta Época, ainda no estado do Pará, implantando Fazendas de Pecuária, foram  produzidos exemplares rústicos, adaptados e funcionais. Os Eqüinos não suportavam o clima muito quente, topografia ondulada, madeiras nas invernadas e distâncias longas trabalhando na lida com o gado e carga de mantimentos.

 

Com o tempo, fomos conhecendo melhor os animais (muares e asininos) e ampliando a criação, hoje com sede em Minas Gerais na Fazenda Mula Preta, contando com um plantel de 120 asininos e 100 éguas.

 

A evolução da Raça foi muito grande nestes anos. Na Faz. Mula Preta, fizemos uma “pressão de seleção”, usando Jumentos, primeiro testando em éguas e depois em Jumentas. Atualmente é difícil tirar uma Jumenta para venda, devido a grande homogeneidade do nosso plantel. JUMENTO QUE NÃO PRODUZ MULAS E BURROS MARCAHADORES, DÓCEIS E SEM VÍCIOS NÃO SERVE PARA COBRIR JUMENTAS.

 

Com a evolução da raça, veio a valorização dos Muares e Jumentos Pêga.

 

A procura de animais devido a “versatilidade” dos Pêga é muito grande, antes eram usados somente para carga, transporte, preparo do solo e lida com o gado, hoje são inúmeras as utilidades dos Muares Pêga, como: Cavalgadas, Provas Funcionais, Concurso de Marcha, que na minha opinião foi o que mais valorizou os Muares e Jumentos Pêga.

 

Uma Mula hoje, chega a ser uma animal de estimação, até mesmo um hoby, não existe mais aquela história de que Muares são animais bravios, somente para peões e trabalho.

 

Os Leilões, os cursos de doma racional, o preparo para as Exposições, também contribuí-ram na valorização e na divulgação da Raça Pêga.

 

Com a experiência de criador e fazendeiro de Gado de Corte, aproveito para descrever pontos que acho importante. Em primeiro lugar sobre o andamento, “MARCHA SE FAZ COM MARCHA”, o Jumento e a égua tém de ser marchadores.

 

O Jumento é dominante na produção de Muares e é por isso que alguns casos, éguas que não são marchadores, produzem Muares Marchadores.

 

Nos julgamentos e nas Exposições, temos visto uma tendência dos juízes premiarem animais com marcha batida diagonalizada, no entanto, deveriam valorizar a Marcha Picada nos julgamentos de asininos (não estamos falando de andadura). Ás vezes, na pista, o animal na saída sai lateralizando e em seguida encarta na Marcha Picada, isto não pode ser classificado como irregular porque a SAÍDA é assim mesmo, quando a Marcha é picada é esta uma de suas características.

 

A Marcha Picada tem de ser valorizada nos asininos para chegarmos nos Muares Marchadores “bons de sela”.

 

Uma sugestão nas próximas Exposições, nos julgamentos de Jumentos (machos) acima de 36 mêses, no “quesito andamento” poderia o animal ser mostrado montado (facultativo ao criador) e serem avaliados posteriormente, depois de uma divulgação maior, o andamento nas duas últimas categorias, neste caso, somente poderia ser feito com o animal montado, pois o animal montado mostra realmente o que é, a qualidade do seu andamento.

 

Gostaria de continuar descrevendo sobre muares e jumentos Pêga, mesmo não sendo bom na escrita, mas o espaço é limitado e precisamos encerrar.

 

Abraço a todos os criadores e amantes da Raça Pêga.

 

Marco Antônio Andrade Barbosa

 

(Texto extraído do site da Fazenda Mula Preta de Marco Antôio Andrade Barbosa)